Lidando com a Alopécia

Recentemente fiz uma mudança em minha carreira, saí do mundo corporativo e voltei a trabalhar como professora. Sinceramente eu achava que o ambiente escolar seria mais ‘gentil’, mais humano. Infelizmente me surpreendi pelo lado feio da vida. A competição entre professores, coordenadores pedagógicos e diretores é horrível, a sabotagem que vejo lá é pior do que via nas empresas  ‘corporativas’ onde trabalhei.  Com os níveis super elevados de estresse, a minha situação capilar só tem piorado.

Uma das minhas amigas mais queridas é psicóloga e desde que desenvolvi alopécia ela vem recomendando que eu faça terapia, e por circunstâncias da vida e do trabalho decidi pegar uma indicação de uma profissional com ela e levar a terapia a sério.

Não procurei a terapia por causa da alopécia em si, sinceramente a hora de correr atrás disso já passou, deveria, sim, ter começado terapia quatro anos atrás quando perdi o cabelo a primeira vez, mas não tinha como pagar na época e sinceramente não queria compartilhar meus sentimentos sobre a calvície com ninguém. Falar sobre a queda fazia com que parecesse mais real e definitiva. Hoje vejo que fui boba, e que se eu tivesse lidado com isso antes provavelmente seria uma pessoa menos estressada hoje em dia. Bom, mas agora estou bem decidida de que é isso o que eu quero.

Até agora fui a uma sessão, a terapeuta recomendou duas sessões semanais, e estou bem animada com o prospecto. O que achei curioso é que não é a toa que precisamos de um profissional da saúde mental para nos ajudar a enfrentar essas situações difíceis da vida, realmente é diferente do que conversar com um amigo ou parente. Eu falei com a terapeuta exatamente do mesmo jeito que falei com meus amigos ou com minha mãe, mas saí de lá com uma sensação de que tinha botado um ‘ponto final’ na questão que expus.

Bom o que eu quero falar com esse post é que você não precisa ter vergonha ou medo de procurar um bom psicólogo ou terapeuta para te ajudar com a queda de cabelos. Talvez a terapia não mude o tanto de cabelo que você tem na cabeça, mas pode com certeza ajudar a atitude que você tem com relação a isso (e muitas outras coisas mais).

Estou também lendo um livro sobre meditação e estou tentando praticar pelo menos cinco minutos de meditação por dia, já me sinto bem mais calma!

Bom, ficam as dicas 🙂

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1 Comentário

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One response to “Lidando com a Alopécia

  1. Queli

    Sou professora em duas escolas e sei bem como é isso. Parece uma competição entre todos os cargos. Fiz terapia, com um psicoterapeuta e não consegui falar com ele sobre a alopecia, ele nem imagina q sofro por isso, eu deveria comentar, mas não consigo. Falava somente sobre minha ansiedade, diagnosticada como síndrome do pânico. Acho válido ficar firme na terapia e não abandoná-la quando achamos q estamos bem, e principalmente relatar a alopecia, coisa q eu deveria ter feito, mas não sou resolvida com essa situação ainda, nem com minha família, namorado, etc. Tipo: “faça o q eu digo e não faça o que eu faço.”

    Gostar

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